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Stephen Kanitz: "Eu acertei"

Consultor que previu que a crise não seria tão grave aposta nos 10 próximos anos como os melhores para o Brasil

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Paula Ganem
08 de Outubro de 2009 às 13:07

O consultor Stephen Kanitz - autor do site O Brasil que dá Certo - abriu o último dia do MaxiMídia 2009 nesta quinta-feira, 8, em São Paulo. Durante a sua palestra, ele lembrou que a previsão feita no mesmo evento, no ano passado, se concretizou: "Eu acertei. A crise não era o que se imaginava", afirmou.

Kanitz lamentou que boa parte da imprensa tenha se deixado levar por um pessimismo além da conta, o que segundo ele modificou o planejamento de mídia de algumas marcas que não queriam se vincular às más notícias. Como exemplo, citou a Whirlpool (da Brastemp e da Consul), que teve de lançar anúncio para tranqüilizar a população e dizer que continuava a trabalhar normalmente. "Vamos perder sete meses devido ao pânico exagerado", complementou o consultor.

Ainda assim, Kanitz acredita que os 10 próximos anos serão os melhores para o Brasil e que, em particular, este último trimestre do ano bem como o primeiro de 2010 serão "sensacionais". Ele ressaltou o legado da era Lula - juros de um dígito, reservas financeiras, empresas de classe mundial - e reforçou que isso não vai mudar, independentemente de quem ganhar as eleições de 2010.

Kanitz reforçou ainda que o Brasil é um País muito mais jovem do que a China, o Japão ou os Estados Unidos e que isso, junto aos bons indicadores econômicos, deve fazer com que empresas do mundo inteiro se voltem para cá para o lançamento de produtos. "Vamos ser a Curitiba do mundo."

Como o tema do seminário era Como planejar 2010?, Fernando Vieira de Mello, diretor de jornalismo do Grupo Bandeirantes, fez uma breve exposição sobre o que espera do ano que vem e disse estar otimista em relação à Copa do Mundo e às eleições. "Esperamos inclusive uma inversão no calendário, com um primeiro semestre com faturamento melhor do que o segundo", afirmou.

Hélio Gurovitz, diretor de redação da revista Época, como Kanitz, também acredita que o Brasil está entrando na fase mais relevante de sua história. "Já estamos subindo um degrau, mas precisamos ter planejamentos para mais de um ano, precisamos ser capazes de correr mais riscos." Ele destacou como diferenciais competitivos do Brasil a cultura, a agropecuária e a energia.

Ricardo Gandour, diretor de conteúdo do Grupo Estado, disse que a própria escolha do Rio de Janeiro para as Olimpíadas 2016 já é uma clara aposta do capital internacional no País. Mas destacou algumas preocupações como as restrições à liberdade de expressão, "tanto editorial quanto comercial", e o risco de que a prosperidade econômica esvazie o debate político.

Comentários

Bárbara Babi - 06/12/2009 - 00:48

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