O futuro da Internet no Brasil
Palestrantes do ProXXIma divergem sobre os caminhos da web no País
Três dos principais pensadores e realizadores da Internet no Brasil se encontraram no painel de encerramento da edição 2010 do ProXXIma. Por uma hora e meia, Romero Rodrigues, do Buscapé, Walter Longo, da Young & Rubicam, e Silvio Meira, do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, dividiram com a platéia suas visões sobre passado e futuro da rede no País.
Longo abriu o debate com uma exposição sobre os impactos da Internet no ambiente, na mídia, nas relações sociais, na educação e na gestão das empresas. Para o VP da Y&R, o recém-lançado i-Pad é o símbolo da nova face da rede: divergente, por contra da segmentação do meio, e unimídia, por ser um aparelho que reúne todas as mídias em uma só. "Este é um cenário disruptivo, que só vai crescer nos próximos 15 anos", afirmou. "Neste caminho, as pessoas passam a não aceitar as limitações das mídias tradicionais."
O novo device da Apple motivou discordância entre os palestrantes. Meira afirmou que, para ele, o aparelho não é mais do que um brinquedo. "O que vai mudar o mundo é a conjunção das coisas que as pessoas podem fazer na internet das pessoas com as coisas da internet das coisas", opinou o engenheiro. "Em 15 anos, a estimativa é a de que teremos três bilhões de pessoas e um trilhão de dispositivos conectados à rede. Seu carro, sua roupa e sua máquina de lavar estarão conectadas via internet", justificou.
Último a fazer sua apresentação, Rodrigues lembrou que as mudanças nos meios digitais costumam demorar mais para se tornarem realidades do que indicam as previsões. "Mas de uma coisa eu tenho certeza", ponderou. "Em 15 anos, será muito difícil encontrar alguma pessoa dessa geração que nasceu junto com a internet, entre 15 e 20 anos de idade, que não esteja conectado, comprando e se comunicando pela rede."

Comente (0)
Compartilhe
Enviar
Imprima
Twitter
Delicious
Stumbleupon
Facebook
Technorati
Digg
Google