Em Pauta - Agência & Criação
Cenp combate "lado negro da força"
Peças têm assinatura da QG Propaganda
O Conselho Executivo das Normas-Padrão (Cenp), criado para fiscalizar a ética nas relações comerciais entre agências, veículos e anunciantes, lança após o Carnaval uma campanha publicitária para apagar os arranhões deixados na imagem da propaganda pelo escândalo do mensalão, que colocou as agências SMPB e DNA no centro do maior furacão político brasileiro de 2005 para cá.
“Queremos mostrar que a propaganda é um negócio sério, honesto, transparente e, principalmente, que é auto-regulamentado por todos os elos da cadeira de negócios do setor; que respeitar as regras do Cenp é fundamental para que o mercado sobreviva e se desenvolva”, afirma Célia Maria Fiasco, diretora executiva da entidade.
Criada pela QG Propaganda, que usou o contraste entre luz e sombra para perguntar de que lado da propaganda o leitor ou espectador prefere estar, a ação contará com personagens de credibilidade no mercado e reconhecidos por brasileiros comuns como pessoas idôneas. Fazem parte da campanha, por exemplo, os publicitários Washington Olivetto, Roberto Justus e Adriana Cury, representando as agências. Dois executivos de grandes empresas, cujos nomes não foram divulgados, e o logo da Rede Globo também serão usados. “Às vezes, pelo pragmatismo do mercado, as pessoas acham que não têm escolha. Usar luz e sombra foi uma forma de mostrar que você pode escolher de que lado ficar”, diz Sérgio Lopes, sócio-diretor de criação da QG Propaganda.







Comentários
Domingo - 04/03/2007 | h12:52 Aurelio Câmara
Concordo com o Fábio. Pelo menos é o que tenho visto aqui no sul nos últimos dez anos de atuação neste mercado.
Quarta-feira - 28/02/2007 | h06:23 Filipe Trabbold
Gostei muito. E Fábio, temos alguns fiscalizadores, o mais conhecido e mais conceituado deles é o CONAR ( Conselho de auto-regulamentação publicitária), mas acho que as próprias pessoas são as regulamentadoras das propagandas...
Sexta-feira - 23/02/2007 | h09:13 Fábio Zanetti
Auto-regulamentação????Quem fiscaliza? Que força Jurídica o CENP possui para impedir a atuação de uma agência? Eu digo, nenhuma. Porque a prodissão de publicitário não é regulamentanda, não possui nenhuma lei que exige isso e muito menos algum orgão fiscalizador que tenha poder de fazer. E pra complementar, a lei de regulamentaçã oda profissão, criada pelo Senador Leonel Pavan, pode ser engavetada após o termino do seu mandato, que já aconteceu
Sexta-feira - 23/02/2007 | h08:51 Sidnei Speckart
Xico. Esse comentário parece que rem definir se "este é mais culpado que aquele". E isso definitivamene não tem importância alguma. O que temos de fazer, no dia a dia, é aplicar o "manual de boas práticas". Um dia a dia com retidão faz o conceito de uma agência e de um mercado. A campanha do Cenp vem em boa hora. Parabéns aos criadores e à iniciativa.
Quinta-feira - 22/02/2007 | h12:43 Francisco Castilho
Incrível como a imprensa especializada jamais cita a Duda Mendonça como agência também envolvida no chamado Mensalão. E olha que Duda Mendonça e Zilmar foram indiciados pela justiça e pela CPMI dos Correios. Da DNA, nenhum publicitário foi indiciado, nem teve nome sugerido para indiciamento. Forças da propaganda, representadas mais precisamente por dona Célia Fiasco, pediram o descredenciamento da DNA do CENP. O processo era sigiloso, mas vazou na imprensa. A agência se defendeu, e o credenciamento foi mantido. Será que pediram o descredenciamento da Duda Mendonça do Cenp também? Por que será que só as agências mineiras pagaram o pato? Xico Castilho