Em Pauta - Marketing & Negócios
Porque Murdoch e a News Corp não sairão do Google
Apesar do protesto de Rupert Murdoch, há muitas razões para se afirmar que censurar a web não é o caminho
Na semana passada o CEO da News Corp Rupert Murdoch colocou o mundo da mídia em polvorosa ao dizer que deixaria seus sites fora da busca do Google. Mas há muitas razões para se dizer que este não é o futuro da web.
Primeiro, os prós. O chefe digital da Scripps Rusty Coats afirmou ao AdAge que existem vantagens e um Publisher nacional como o Wall Street Journal pode construir um conteúdo mais exclusivo, obrigando as pessoas que querem acessar as notícias a entrar sempre no site e registrarem-se. E esses seriam consumidores mais importantes para os anunciantes do que aqueles que chegam às notícias através do Google.
Isso, conclui o AdAge, transforma os sites News Corp em algo mais parecido com um jornal. Para o bem e para o mal. Por exemplo: leitores que não sabem sobre uma matéria do WSJ em sua área de interesse ficarão menos propensos a descobrir o valor da publicação. Sites com links para matérias de economia não recomendarão mais os sites da News Corp. E a saída da News Corp do Google seria aproveitada por outros provedores de notícias.
O especialista Jason Calcanis, CEO da Mahalo, sugeriu que a ideia poderia até funcionar, mas desde que o WSJ fechasse um acordo com a Microsoft para que o site de buscas Bing tenha exclusividade sob artigos do jornal.
Outra questão importante é o dinheiro. Quanto tem custado aos publishers a existência desses agregadores de notícia? De acordo com a Compete.com, os três maiores mecanismos de busca ocasionaram 21,9 milhões de Page views ao WSJ.com em outubro. A receita por mil é de US$ 24, ou cerca de US$ 525 mil em outubro, ou ainda US$ 6,3 milhões por ano. O jornal teve no mês mais de 9 milhões de visitantes únicos via Google, ou 17,4% do seu total.
Do Advertising Age.






