Em Pauta - Agência & Criação
Anvisa avalia regulamentação da publicidade infantil
Agência poderá regulamentar, no próximo semestre, sugestões que já passaram por consulta pública a respeito do teor e regras para a divulgação de alimentos considerados não-saudáveis às crianças e jovens
A publicidade brasileira, já a partir do próximo semestre, poderá contar com um regulamento mais completo a respeito da propaganda de alimentos ricos em gordura trans, açúcar, sódio e outros componentes muito atrativos para a grande maioria dos consumidores - e, sobretudo, para as crianças.
A informação partiu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio de sua Unidade de Monitoramento e Fiscalização de Propaganda e Publicidade. De acordo com o órgão, deverá ocorrer uma audiência pública após a metade do ano na qual deverá ser acertada a regulamentação, que será colocada em prática na sequência.
A Anvisa submeteu a norma à consulta pública por um período de 140 dias e recebeu mais de 250 sugestões, que já estão sendo analisadas por sua unidade de monitoramento. Após a audiência, as sugestões aprovadas serão encaminhadas à diretoria da Agência.
Dentre as principais sugestões de alteração das regras para a publicidade infantil, a Anvisa destaca as medidas de proibição de propaganda em escolas e em materiais escolares e o uso de tradicionais personagens infantis no universo publicitário. Também está em vigor a sugestão da obrigatoriedade de veiculação de frases de alerta e advertência dos riscos inerentes aos produtos comercializados.
O assunto vem ganhando bastante força nos últimos meses, quando algumas entidades (como o Conar e a Alana) começaram a cuidar, com maior vigor, da publicidade destinada às crianças, com o argumento de que a propaganda teria um grande papel na difusão de hábitos alimentares inadequados, o que, a longo prazo, contribuiria para a construção de uma sociedade obesa e com problemas de saúde.
Com informações da Agência Brasil.







Comentários
Sexta-feira - 13/03/2009 | h09:27 Tamiris Gomes
E mais uma vez a culpa dos males do mundo é dos publicitários!
Quinta-feira - 12/03/2009 | h08:19 Paula Marangon
Boa Guilherme. Com certeza, o foco está errado.
Quinta-feira - 12/03/2009 | h02:29 Ari Dias
Em um futuro próximo, na embalgaem de seu biscoito favorito, haverá a inscrição: "coma com moderação"
Quinta-feira - 12/03/2009 | h10:03 Ana Paula Ciriaco
Concordo, Guilherme. As ações de Marketing e Publicidade sempre estiveram e sempre estarão sujeitas à regulações. Aqueles que não souberem adaptar seus mixes de comunicação a essas mudanças podem se considerar fora do mercado. A questão deveria estar muito mais na regulamentação da produção de tais produtos do que no controle da publicidade dos mesmos.
Quinta-feira - 12/03/2009 | h09:38 Guilherme Audi Bernardo
Que assunto estranho... Eu me pergunto que tamanho de resultado a Anvisa espera com isso. Ora, somos muitos os bons publicitários e marquetólogos. E não tenho dúvida de que somos criativos o suficiente pra produzirmos conteúdo com efeito, moldado sob qualquer que seja a regulamentação do momento (a que está em questão, inclusive, vem de fundamentos éticos elementares aprendidos na faculdade, que infelizmente nem deveria virar preocupação num ambiente de profissionais). Ao falar de "(...) teor e regras para a divulgação de alimentos considerados não-saudáveis às crianças e jovens" a Anvisa peca. Ela não tem nada que se meter na publicidade, não por este caminho, que não vai resolver coisa alguma. Deveria ser menos pontual e mais fundamental (e mais inteligente, mais corajosa, mais produtiva, mais objetiva) e questionar o conteúdo da coisa: por que esses alimentos considerados não-saudáveis ainda são comercializados?