Em Pauta - Agência & Criação
CEF escolhe agência interativa em pregão eletrônico
Leilão reverso começou em R$ 13,7 milhões e terminou na oferta de R$ 1,92 milhões, da baiana Avansys
Causou alvoroço no mercado de agências interativas o anúncio de que a Caixa Econômica Federal promoveria concorrência para escolher uma parceira para projetos digitais, incluindo criação e manutenção nos ambientes internet, intranet, dispositivos móveis e TV digital. Todavia, a estatal decidiu fazer a seleção não via licitação publicitária convencional, que dá vitória à melhor proposta técnica, mas por pregão eletrônico, em que ganha o menor preço.
Resultado: o leilão reverso realizado via internet na semana passada começou em R$ 13,7 milhões e terminou na oferta de R$ 1,92 milhões, feita pela Avansys Tecnologia, de Salvador (BA).
A segunda menor oferta, de R$ 1,98 milhões, foi da A1 Digital, de Brasília (DF), que também chegou a ter seus documentos requisitados para análise da Caixa Econômica Federal, para o caso da Avansys ser desclassificada.
Isso ocorre, porque no pregão eletrônico, ao contrário do que ocorre nas licitações convencionais, a análise da documentação se dá após as ofertas de preços do leilão virtual. Portanto, antes da assinatura do contrato, correrão os prazos para avaliação da documentação da vencedora e julgamento das reclamações das perdedoras.
Ao todo, 26 empresas de oito estados brasileiros participaram do pregão. A maioria com sede ou filiais em Brasília (DF): AgênciaClick, A1 Digital, Central IT, Ctis, Data Graphics, MCR Logística, Microlog, Mídia Gráfica, Memora, Njobs, Sapiens IT e TV1. De São Paulo concorreram DM Web, E-Writing, Meta, OnlyOne, 7Comm e Sinc. Além disso, enviaram propostas a BRQ e a DBA, do Rio de Janeiro; a EPP e a Synos, de Minas Gerais; a Avansys (BA); a DNA Tecnologia (RS); a Knowtec (SC); e a Ideorama Design (PR).







Comentários
Terça-feira - 15/04/2008 | h06:59 Paulo Roberto Marinovic Rosa
Começarei a oferecer serviços por R$1,99 e ganharei todas as licitações. Multiplicado pelo número de estatais, autarquias, Ministérios, governos estaduais, municipais, câmaras etc.etc, certamente ficarei milionário. Entregar os serviços? Bem, aí já é outra história.
Terça-feira - 15/04/2008 | h11:32 João Torres
Vejo dois pontos importantes numa concorrência dessas: 1 - agências criativas 2 - empresas de software Como já trabalhei nessas duas modalidades bem diferentes de negócio, posso afirmar seguramente que, se uma agência criativa ganha a concorrência vai ter de terceirizar grande parte da tecnologia que não faz parte do seu core. Se uma empresa de software ganha (como ocorreu) a concorrência vai terceirizar o que? A idéia?
Terça-feira - 15/04/2008 | h01:33 Estanislau Bezerra Felix
Vem pra Caixa vc também. Vem.
Segunda-feira - 14/04/2008 | h04:21 Marcello Fraga
Será que eu entendi? Primeiro ganha o menor preço, depois vamos ver de quem vem? Se isso vira moda o mercado acaba em o quê - seis meses? Vamos fechar agências e abrir mini estúdios de estagiários, e boa sorte ao Brasil. E onde estão as entidades que supostamente deveriam defender o mercado? Fim do mundo...