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Campanhas políticas nos EUA sem limites

Desde 1990, as companhias privadas enfrentavam restrições para financiar as campanhas eleitorais. Agora isso mudou

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21 de Janeiro de 2010 às 18:34

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta quinta-feira, 21, pela autorização às empresas de financiarem livremente as campanhas eleitorais no país. A decisão vale também para sindicatos e uniões trabalhistas.

O controle é feito pela Comissão Eleitoral Federal, que obriga as empresas a informarem quando gastarem mais do que US$ 10 mil por ano com anúncios políticos.

Desde 1990 as companhias privadas enfrentavam barreiras na hora de financiar as campanhas dos candidatos, como a impossibilidade de usar dinheiro de seu próprio tesouro.

A Suprema Corte decidiu também que se uma propaganda eleitoral não for financiada pelo próprio candidato ou por seu partido, o nome do patrocinador deverá aparecer de forma clara.

O presidente do país Barack Obama bateu forte na Suprema Corte e disse que a decisão poderá causar uma grande enxurrada de dinheiro doado com segundas intenções. Ele sugeriu que empresas dos setores de petróleo, financeiro e seguros de saúde poderão se beneficiar em detrimento dos interesses dos cidadãos. Obama está buscando a aprovação de um novo sistema de saúde para o país, mas tem esbarrado no congresso.

Com informações da AP e AFP.



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