Em Pauta - Agência & Criação

Conar suspende comercial polêmico de Doritos

Campanha da AlmapBBDO recebeu mais de 100 denúncias que a acusavam de despertar a discriminação contra os homossexuais

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Por Bárbara Sacchitiello - Atualizada às 12:00
17 de Abril de 2009 às 11:29

Conar suspende comercial polêmico de Doritos

Depois de ter despertado muita polêmica entre o público e o mercado publicitário, o filme televisivo da campanha do salgadinho Doritos, criado pela AlmapBBDO foi sustado pelo Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar) - clique aqui para ver a matéria sobre o lançamento da campanha.

Em sessão plenária realizada nessa quinta-feira, 16, O Conselho de Ética do órgão determinou a sustação do comercial, por uma divisão de 7 votos a favor e 5 contra. De acordo com informações obtidas pela reportagem, a decisão gerou um grande embate e divergência de opiniões até mesmo dentro do próprio Conar, já que não é comum acontecer uma disputa tão acirrada no julgamento dos processos do Conselho de Ética.

Desde quando entrou no ar, no começo de março, a campanha suscitou polêmicas. Para difundir o novo conceito "Quer dividir alguma coisa com os amigos, divide um Doritos", a marca da Pepsico e a Almap escolheram um mote aparentemente bem-humorado, no qual alguns garotos apareciam dentro de um carro e, um deles, ao ouvir a música "YMCA", do grupo Village People - tida como um dos hinos homossexuais do mundo - começava a dançar.

As manifestações começaram no início de sua veiculação. As acusações alegavam que a Pepsico manifestava um claro preconceito com o homossexualismo. Uma outra parte dos espectadores - e também o próprio anunciante - defenderam a campanha, alegando que o humor utilizado no filme não era ofensivo ao público gay e nem a nenhuma outra fatia da sociedade.

Mesmo assim, o comercial não escapou do Conar. Desde o início da campanha, o órgão recebeu mais de cem reclamações - por parte de consumidores - que reprovavam à peça. Agora, após a decisão pela sustação, a Pepsico terá um prazo médio de 20 dias para contestar a determinação e apresentar sua justificativa. Após isso, o Conar deverá marcar uma nova assembleia para voltar a julgar a ação, o que deve acontecer somente no final do mês de maio.

Procurada pela reportagem, a Pepsico respondeu, por meio de um comunicado enviado por sua assessoria de imprensa, que o próprio placar do Conselho de Ética do Conar (7 votos a 5) demonstra o quão polêmica e divergente é a questão e a interpretação do conceito da campanha e, por isso, anuncia que vai recorrer à decisão do Conselho de Autorregulamentação.

Mais suspensões

Além do filme da Doritos, o Conar também determinou a sustação do mais recente comercial da rede de restaurantes Giraffas e uma ação da Nutrilatina.

Comentários
  • Sábado - 23/05/2009 | h01:37 Nasser Moustafa Yassine

    Nossa Welton, quanta hipocrisia e quanto preconceito, daqui a pouco não vamos poder mais fazer piadas deste ou daquele tipo de pessoa, ou tb, tocar essa ou aquela música em comerciais.


  • Sábado - 23/05/2009 | h01:29 Nasser Moustafa Yassine

    Caue, preconceituoso vc hein...então o comercial da Fiat que o cara canta Fabio Junior no meio de um grupo de roqueiros é preconceito contra o FAbio Jr??? cara, arruma alguma coisa pra fazer ...


  • Sábado - 23/05/2009 | h01:26 Nasser Moustafa Yassine

    O fime é totalmente bem humorado, chato mesmo são alguns gays que insistem em falar alto, ter "chiliques" em público só pra se aparecer, acho que o povo que reclamou é que é preconceituoso. Precisamos reaver alguns valores e tambem o que é ou não preconceito.


  • Sexta-feira - 22/05/2009 | h07:01 Henrique Linhares

    Não entendi... Mas o pessoal do GLBT não comem doritos? Doritos é só pra hétero? Que viagem????


  • Quarta-feira - 29/04/2009 | h05:13 Leonardo Sales de Lima

    Concordo com o Patrick! Brigar só vai desgastar ainda mais a imagem da empresa. "Patrick Lommez - 22/04/2009 - 19:52 Gay ou não, na dúvida é melhor retirar do ar. Se tanta gente assim se ofendeu, ideal seria preservar a imagem da empresa e do produto. ""


  • Quarta-feira - 22/04/2009 | h07:52 Patrick Lommez

    Gay ou não, na dúvida é melhor retirar do ar. Se tanta gente assim se ofendeu, ideal seria preservar a imagem da empresa e do produto. Essa situação é muito subjetiva. Troca a música e coloca um Calipso, na minha opinião o comercial não perderá o efeito, mas aposto que vai ter ainda mais gente reclamando!


  • Terça-feira - 21/04/2009 | h10:52 Caue Patricio

    A galera não entendeu direito... O comercial diz: "quer dividir, divide um Doritos". Vejo o preconceito em o rapaz não poder dividir que ele é homossexual com os amigos. É fato: essa música é um ícone da homossexualidade não só no Brasil. Vejo preconceito SIM. Aprovo a decisão do CONAR e esperava que a votação fosse menos acirrada.


  • Segunda-feira - 20/04/2009 | h02:49 Malu Moreira

    As pessoas intitulam músicas e preferências como sendo algo de gays e ninguem mais pode usar sem ser taxado de Gay. A música é um ícine de uma época dançante, alegre, divertida e todo mundo que ouve ADORA DANÇAR. A discriminação no filme do Doritos, esta no fato dos amigos desconfiarem do outro que começa a dançar uma música que só pode ser apreciada por GAY. Os criadores, ao meu ver, tiveram a intenção sim de descriminar o menino por gostar da música. Lógico que tiveram 100 denuncias, com tanto estímulo a homossexualidade, ninguem pode fazer nada neste mundo que os lindos se sentem ofendidos. Se os publicitários fizessem campanhas de valor, sem querer estilumar a homossexualidade como no comercial do GOL GT, isso não aconteceria. Aliás aquele sim deveria ser proibilido pq não tem nada a ver colocar mulheres se beijando em comercial de carro esportivo.


  • Segunda-feira - 20/04/2009 | h02:38 Marcelo Ciconini

    Caramba! o pior preconceito é aquele que está dentro de si mesmo. O filme é bem inocente, cena de cotidiano, não houve ofenças. Como sempre a comunidade GLBT faz tempestade em copo d´água. Um epsodio infeliz, porem serve de lição para próximas campanhas. Isto não é homofobia mas sim "eufobia" pessoas que tem tanto preconceito de si mesmas que acham que o mundo todo os odeia. Repito a frase do colega: " Moralismo gay? "


  • Segunda-feira - 20/04/2009 | h11:01 Fernanda Braga

    MORALISMO GAY, essa é boa!


  • Segunda-feira - 20/04/2009 | h09:46 Augusto Bina Monteiro

    Achei um absurdo! Mais de 100 denúncias!! Sendo que o menino só está dançando YMCA. O comercial tem uma linguagem super adequada para o público. Quem denunciou deveria olhar para uma cultura inteira antes de se preocupar com a publicidade.


  • Segunda-feira - 20/04/2009 | h08:41 Leonardo Torrenti

    Com certeza não tem preconceito...que música poderia tocar?!?! Se fosse musica flamenca os espanhois deveriam se ofedender?!? Se fosse samba nós brasileiros nos ofenderiamos?!? Está mais do esclarecido que a campanha nao gira em torno da música e sim da maneira estranha do menino dançar! Daqui um tempo não haverá comerciais bons, os criativos irão se esbarrar em questões ridículas como essa


  • Sábado - 18/04/2009 | h05:02 filipe mourão

    Gente, nada haver essa decisão. Está faltando INTERPRETAÇÃO!!! A campanha eh genial, quando vi, não levei pra esse lado, entendi perfeitamente o conceito!


  • Sábado - 18/04/2009 | h11:39 Valter Frota

    Deixando de lado o "resultado" ou a condenaão, acho ao menos que foi interessante o julgamento do mérito, que baseou sua decisão no "não dito", "nas entrelinhas", "na metáfora",. Quem é do meio sabe que isso é importante. Quanto ao resultado, acho que se houve, por parte dos criadores, intenção (dolo), então eles mereciam e foram punidos, e se não ouve, os tais profissionais não foram criteriosos o suficiente para perceber eventuais conflitos...


  • Sábado - 18/04/2009 | h10:53 Livia Cristina B da Costa

    Vejamos se entendi. Fazer comercial de pessoa pulando da janela, pode. pessoas dançando no carro, pode. DESDE que não utilize esta ou aquela musica. Onde esta mesmo o desrespeito? Pelos amigos virem que de repente um deles gosta de YMCA? Ele foi jogado pra fora do carro? Os amigos fizeram algo que ficasse explicito o preconceito?? aahh Para né pessoas. É hipocrisia isto! seguindo esse 'raciocinio' que meus todos os meus amigos e conhecidos deixem de ouvir estas musicas tidas como hino de grupo X ou Y. Afinal a maioria deles é hetero assumido (e digo em fatos, viu?).


  • Sábado - 18/04/2009 | h10:48 Livia Cristina B da Costa

    Vejamos se entendi. Fazer comercial de pessoa pulando da janela, pode. pessoas dançando no carro, pode. DESDE


  • Sábado - 18/04/2009 | h10:31 Henrique Linhares

    Acho que o filme é muito bem feito e sobretudo, dirigido. Isso deve ser uma ação isolada dos concorrentes. Esse comercial é bem menos invasivo e agressivo do que o da Burger King Mexican.


  • Sábado - 18/04/2009 | h10:23 Juliana Carla

    Ainda continuo não entendendo; acho até quem avaliou o caso ficou meio assim... Disputa acirrada, né? No comentário que fiz quando surgiu a polemica ainda perguntei se era por causa das músicas YMCA e Like a Virgin?... Tudo indica que sim (por ser uma espécie de hino para eles)... Que privatização é essa?


  • Sábado - 18/04/2009 | h09:58 Carlos Alves

    Agora fudeu! Então agora existe musica de gay é???? YMCA é uma musica qualquer, não intendo pq os gays ficaram tão revoltados com isso. O preconceito está na cabeça deles (os gays) que procuram qualquer motivo para causar polemica e parecer diante a sociedade!


  • Sábado - 18/04/2009 | h07:43 Estevam Hirschbruch

    Absolutamente ridículo. Não vejo desrespeito algum a quem quer que seja. A sátira em nada tem a ver com a música mas sim com a atitude do personagem ao dançar "dentro" do carro. Quando será que efetivamente poderemos nos transformar em uma sociedade moderna? Lamentável.


  • Sábado - 18/04/2009 | h12:56 Gustavo Carvalho do Carmo

    Tinha que tirar do ar aquela da SKY em que diz que o assinante pode tudo e até pular pela janela. Pode influenciar as crianças e ainda é boba.


  • Sábado - 18/04/2009 | h12:36 Herbert James

    Quanta frescura.. nada de mais o filme, aberto a interpretações mas nada explicitamente determinado. O Conar já passou de ser uma organização séria.


  • Sábado - 18/04/2009 | h12:35 Welton Trindade

    "Y.M.C.A. definitivamente possui uma origem gay. Somos um grupo gay. A música foi escrita para celebrar os gays da YMCA? Sim, com certeza. E a comunidade gay adorou". Palavras de David Hodo, o carpinteiro do Village People. Sim, meu caros, essa música não é só um apanhado de letra e sons, ela faz parte da cultura de um segmento da população que merece se respeitada. Foram infelizes na escolha da música sim! E é um absurdo a Pepsico recorrer! Prova que ela não respeita gays.


  • Sexta-feira - 17/04/2009 | h06:02 Leonardo Torrenti

    O filme deixa claro que nao tem preconceito...eles nao censuram a música, ela tocou por um tempo e nao teve reação nenhuma dos meninos. A reação foi exatamente contra a pessoa que chama a atenção por dançar de maneira ridícula. Entendo que a reação foi independente da música, foi apenas pela maneira de dançar do menino


  • Sexta-feira - 17/04/2009 | h03:15 Jean Quintella

    Só pra eu entender: gays não comem Doritos?


  • Sexta-feira - 17/04/2009 | h02:50 João Torres

    Mais uma vitória do "estupidamente correto". Não entendi direito o primeiro comentário. Enfim, o que posso dizer é que o outro filme é bem mais idiota e deveria sair por ser idiota, esse é mais engraçado e não tem nada de homosexualismo, o que tem é uma imitação do village people e, dependendo do contexto, muitos já fizeram isso em festas com amigos (as) e nem por isso são gays ou gls etc...acho que satirisar YMCA ou Macho man é comédia e não preconceito...Fico decepcionado com essa "censura" na propaganda brasileira, acho que tem muita gente se preocupando com muito pouco e esquecendo das nossas preocupações mais essenciais, tais como: educação, política e cidadania, sem falar das bobagens que temos de ouvir do chefe mor do Estado e esse ninguém censura.


  • Sexta-feira - 17/04/2009 | h12:40 Regina Mello

    O filme é bem humorado e o menino que dança não se manifesta de forma homossexual, com trejeitos femininos, para que fique subentendido que os amigos desaprovam o fato dele ser gay e não de dançar de forma engraçada.




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