Em Pauta - Mídia
Consumo de mídia está mais disperso
Pesquisa da consultoria Deloitte indica que comerciais de TV ainda são os mais impactantes, mas o computador ganha espaço no dia-a-dia dos brasileiros
A TV ainda é o principal veículo de comunicação publicitária no Brasil, mas o nível de dispersão do consumidor é alto. Esta é uma das conclusões a que se pode chegar ao analisar a pesquisa O Futuro da Mídia, realizada pela primeira vez no País pela consultoria Deloitte. Foram entrevistadas 1.022 pessoas, entre 14 e 75 anos, divididas segundo a seguinte classificação: Geração Y (de 14 a 25 anos); Geração X (26 a 42); Geração Boomers (43 a 61); e Geração Matures (62 a 75).
"A tendência, inclusive da TV, é ir cada vez mais para a internet", afirma Marco Brandão, sócio da Deloitte na área de tecnologia, mídia e telecom. De acordo com o levantamento, os consumidores gastam, atualmente, 82 horas por semana utilizando diversos tipos de mídia e entretenimento tecnológico, como videogame. Quando perguntados sobre quais os três tipos de inserções publicitárias de maior impacto, 75% dos entrevistados citam as de TV. Esse número é alto inclusive entre a Geração Y (69%), mas cresce nas gerações X e Matures (77%) e especialmente na Boomers (79%).
Considerando-se todos os entrevistados, os anúncios em revistas aparecem em segundo lugar em influência (57%), seguidos daqueles veiculados online (45%) e em jornais (30%). Os celulares aparecem na quinta posição, com 19% das respostas. Entre os jovens de 14 a 25 anos, porém, a publicidade em celular é considerada mais influente (23%) do que nos jornais (15%). Eles são também os que dão mais importância à publicidade online (51%), enquanto quem tem de 62 a 75 anos dá menos valor (30%).
Apesar do poder confirmado da televisão, é importante notar que apenas 37% das pessoas consultadas não fazem mais nada enquanto assistem aos programas, novelas e afins. Os outros 63% desenvolvem diversas atividades enquanto estão em frente à telinha: 44% disseram navegar em sites; 38% lêem, escrevem e mandam e-mails; 33% falam com outras pessoas pelo telefone celular e 30% pelo fixo.
Os números indicam que a internet é um canal publicitário fortíssimo, especialmente entre os mais jovens. "Essa pesquisa também é realizada nos Estados Unidos, no Japão, na Alemanha e na Grã-Bretanha e, somente no Brasil, a geração Y gasta mais tempo na internet do que na TV", frisa Brandão.







Comentários
Terça-feira - 24/03/2009 | h12:34 Cairo Cananéa
è verdade Edison, pesquisas podem ser muito perigosas. Nesse caso mesmo, o número de entrevistados é muito pequeno pra definir o comportamento de gerações dentro de uma nação. A metodologia utilizada também pode comprometer os resultados.
Sexta-feira - 20/03/2009 | h04:34 Fábio Mattos
Concerteza o radio e o veiculo que mais causa impacto, porque ele não requer uma atenção de momento, podemos está no trânsito, no trabalho, em fim em outro lugares, o radio consegue passar a sua mensagem, onde nos da geração Y não ligamos muito pra TV mais sim para o radio e a internet, essa geração tende a almentar, e na minha opinião a tv tende a cair com o número de publicidade.
Sexta-feira - 20/03/2009 | h02:56 marcos piccoli
considero o radio o veículo de maior impacto no nosso país. só ele chega aonde a os outros não chegam. concordo com edison
Sexta-feira - 20/03/2009 | h11:46 edison benetti
Rotineiramente publica-se resultados de pesquisa sem a correta especificação da metodologia e quase sempre com distorções que favorecem os interesses de quem publica os dados. Será que uma amostra de 1022 casos dividida em quatro segmentos não é insuficiente para que se projete tendências de um tema tão complexo? Qual a margem de erro no total e por segmento? Onde e quando foi feita a pesquisa? Que se manifestem os autores da pesquisa e da matéria!!!