Em Pauta - Mídia

Jornais americanos buscam alternativas para sobreviver

Executivo americano da Media News Group, Dean Singleton, aponta alternativas para a sobrevivência dos jornais americanos em painel do Congresso Mundial de Jornais da WAN, na Suécia

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Por Sandra Silva, enviada especial à Suécia
02 de Junho de 2008 às 14:35

Apesar da crise nos jornais americano, a apresentação do vice presidente do MediaNews Group, Dean Singleton, no primeiro dia de seminarios do 61º Congresso Mundial de Jornais (WAN) em Gotemburgo soa extremamente positivo. "A despeito de tudo o que vocè tem lido na imprensa, nós não temos um negÿcio morto. Não ainda", afirma.

Para Singleton, a estratégia dos jornais para sobreviver em meio à fragmentação da audiência, explosão da internet e queda na circulação de jornais, é de investir em jornais locais para aumentar o relacionamento e proximidade com os leitores. Numa tendência forte de segmentação, os suplementos também passam a ser locais. Se o assunto é gastronomia, a gastronomia da região onde o jornal está localizado deve ser o foco. Animais de estimação? Casamentos? Continua o foco no target voltado apenas para o mercado local. "É uma tremenda oportunidade porque o consumo de mídia está crescendo. Estou otimista sobre o futuro. A performance da economia é importante mas estamos vivendo uma nova revolução social e a publicidade online está crescendo enormemente".

Outra estratégia dos jornais americanos para sobreviver é a de investir mais em tecnologia e infra-estrutura apesar do grande corte de custos da indãstria de jornais americana. "Não temos a garantir de sobrevivência no nosso negócio. Nós teremos dois tipos de jornais, os que sobrevivem e os que não sobrevivem. Os que não sobrevivem são os que não fazem nada pela comunidade onde estão", afirma.

 

Brasil

O presidente e CEO do Grupo RBS e presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Nelson Sirotsky, preparou uma explanação animada para a platéia de executivos e jornalistas participantes do WAN afirmando que o País (com área geográfica nove vezes superior à da Suécia) não produz apenas talentos notáveis em futebol como Pelé, ou drinques exóticos, como caipirinha.

Num vídeo que conta a história do Grupo RBS com flashs da trajetória da família Sirotsky, o executivo brasileiro falou das eleições eletrônicas brasileiras, do biocombustível e da necessidade de recriar os produtos jornalísticos. Algumas das inovações dois oito jornais do grupo RBS são os 20 tipos de assinaturas.
O assinante pode escolher receber o exemplar sem determinado suplemento, por exemplo.

Sirotsky apresentou também a estratégia de cobertura do grupo RBS para os Jogos Olímpicos 2008, na China com 13 repórteres de TV, rádio, jornais e internet. Os textos do blog das Olimpíadas irão para as páginas dos jornais do grupo. O único fotórafo da equipe também terá um blog na internet para comentar os momentos mais marcantes dos Jogos.


A previsäo de circulação dos jornais de Grupo RBS para 2008 é de 500.271 exemplares, ante 492.055 unidades em 2007 e 488.982, em 2006. "Queremos aumentar a circulação para 600 mil exemplares em alguns anos".
O crescimento da área de eventos organizados pelo Grupo RBS também anima o executivo. A receita de eventos realizados pela RBS é de 3% do total. "Também estamos nos aproximando do leitor mais jovem por meio do portal Kzuka de conteúdo e relacionamento para o público adolescente. "Acredito que temos de ser mais criativos e mais agressivos em mudar o caminho para organizar as empresas de mídia", finalizou.

Comentários
  • Quinta-feira - 05/06/2008 | h10:29 Felipe Lessa

    Nossa, quantos erros no texto.... Revisar é algo legal de vez em quando...




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