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Microsoft lança Bing para enfrentar o Google

Novo mecanismo de busca traz novidades, mas será que elas serão suficientes para tirar a liderança hoje absoluta do Google? Para ajudar, a Microsoft já planeja campanha de US$ 100 milhões, criada pela JWT

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28 de Maio de 2009 às 14:50

A um primeiro olhar, o novo mecanismo de busca da Microsoft, o Bing (antes conhecido como Kumo), não parece ser muito diferente do Google. Há uma barra de busca na parte superior, uma lista de resultados abaixo, no meio da página, com publicidade na parte superior e à direita e uma série de categorias à esquerda que podem refinar a pesquisa. Mas há algumas diferenças em relação aos seus competidores - leia-se Google (que domina o mercado com 64% de participação, segundo a comScore).

A Microsoft descreve a mudança como um foco em ser mais um "mecanismo de decisão" do que um mecanismo de busca. Jon Tinter, gerente geral de parceria estratégia do grupo de negócios online da empresa disse que a ideia é tirar trabalho do consumidor e dá-lo ao mecanismo, ao responder mais requisições na página de resultados de busca, sem precisar clicar para obter o resultado.

Alguns exemplos: ao buscar por "temperatura", o Bing utilizará seu endereço IP para descobrir a sua localização e mostrar a previsão para onde está no topo dos resultados. Se você quiser saber se o voo está no horário, busque pela companhia e o número do voo, e irá receber a resposta acima dos resultados de busca, ao invés de ter que ir atrás de sites e links que informem isso. Quer saber onde o pacote que você enviou pela UPS está? A página de resultados fornece um campo para inserir o código de monitoramento, ao invés de fazê-lo clicar no UPS.com para descobrir. "As tarefas e as seções de decisão são o foco do mecanismo", explica Tinter.

A Microsoft está focando em melhorias específicas em áreas como viagens, compras, localização e saúde, áreas altamente comercializáveis. O Bing está totalmente integrado ao mecanismo Farecast, uma busca de viagens recém-adquirida que prevê quando os preços dos voos estarão mais altos ou mais baixos. Além disso, há melhorias na função de mapas, permitindo ao usuário omitir dados específicos de navegação de ruas locais, que costumam confundir outros serviços.

Pensar diferente
"A ideia por trás das mudanças é fazer as pessoas pensarem de maneira diferente sobre buscas", diz Tinter. "A busca é um hábito. Quando as pessoas dizem que há muita satisfação, mas eles não se comportam como clientes satisfeitos, pensamos que há uma oportunidade", diz ele, citando algumas estatísticas: dois terços das pessoas se dizem satisfeitas com as buscas, mas durante 15% do tempo, os termos de busca são abandonados sem oferecer a resposta. "Eu não consigo imaginar outro mercado em que haja 15% de desistência e dois terços de clientes dizendo-se satisfeitos".

Mas até que ponto as mudanças pareçam tão diferentes a ponto de fazer os consumidores mudar não é algo claro. Talvez seja por isso que a Microsoft esteja ajudando o serviço que será lançado em 3 de junho (próxima quarta-feira) com uma campanha de quase US$ 100 milhões da JWT.

A empresa Interbrand ajudou a conceber o nome Bing, escolhido por ser memorável, fácil de adaptar a qualquer lugar do mundo, e que pode ser usado como um verbo, esta, uma estratégia para fazer as pessosa mudarem do "dar um Google" para "dar um Bing".

Para a diretora do Interbrand Paola Norambuena, o significado lingüístico de Bing tem diversas aplicações, sendo portanto o "som da descoberta".

Da Advertising Age.

Comentários
  • Quinta-feira - 28/05/2009 | h06:47 José Linhares

    Finalmente a Microsoft lançou a sua "máquina de fazer Ping", digo, Bing.




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