Em Pauta - Marketing & Negócios

O porquê de não ignorar o boca-a-boca

Segundo dia do WOMM-U 2008 mostra que estratégia adotada por muitas empresas de simplesmente não abrir canais de diálogo com o consumidor pelo receio da falta de controle é a pior possível

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Por Marcelo Trípoli*
12 de Maio de 2008 às 10:37

Acabou o WOMM-U 2008. Gostaria de compartilhar com vocês um ponto que foi muito debatido e que os gestores de marketing terão que assimilar: a estratégia adotada por muitas empresas de simplesmente não abrir canais de diálogo com o consumidor pelo receio da falta de controle é a pior possível. A informação está disponível e ferramentas como o Google permitem que um post de um blog amador tenha a mesma visibilidade que uma campanha multimilionária. Portanto ignorar o boca-a-boca da era digital simplesmente não funciona.

Apresentação em destaque:
Carla Hendra - CO-CEO da Ogilvy North America

Carla Hendra começou a apresentação dizendo que os gestores de marcas estão diante de uma oportunidade sem precedentes: engajar globalmente os advogados da sua marca, que ela chamou de 'brand actvist'.  Segundo ela, o desafio da Ogilvy e das agências é guiar estes consumidores dentro das redes sociais sempre com transparência e autenticidade.

Ele apresentou o case da Nike+, vencedor de Cannes em 2007, em que uma estratégia que começou com um produto para medir performance de corrida se transformou em uma comunidade global de corredores com milhares de usuários. Este é um caso que mostra que a experiência é mais importante do que o produto, segundo Hendra, pois mesmo a Nike não sendo referência na categoria de tênis de corrida, conseguiu construir uma plataforma de diálogo que deixa o público alvo em constante contato com a marca.

A força da comunidade é tão grande que saiu do site Nikeplus.com e se espalhou pela Internet. No exemplo abaixo vemos consumidores que publicaram suas estatísticas de corrida no Flickr como se fossem troféus.



*Marcelo Trípoli, diretor da iThink, formado em Marketing pela Faap e professor de e-business da Business School São Paulo



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