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Pão de Açúcar é o novo dono do Ponto Frio

Marca Ponto Frio deve ser mantida pelo Grupo, que assume a vice-liderança do mercado varejista nacional de eletroeletrônicos

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Por Bárbara Sacchitiello
08 de Junho de 2009 às 09:02

O Grupo Pão de Açúcar tornou-se a segunda maior rede varejista do segmento de eletroeletrônicos do Brasil ao concluir, na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, a compra da rede Ponto Frio (Globex Utilidades S/A e suas controladas).

Em uma negociação que movimentou a quantia de R$ 824,5 milhões (sendo R$ 373,4 milhões pagos à vista), o Grupo tornou-se detentor de 70,24% do capital da rede de eletrodomésticos e eletroeletrônicos que havia sido colocada a venda no último mês de março.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira, 8, os executivos do grupo detalharam que a negociação é vista como uma grande chance de fortalecer a presença do Pão de Açúcar no segmento de eletrônicos e, ao mesmo tempo, de retomar a força do Ponto Frio, que acabou perdendo participação de mercado nos últimos meses.

A princípio, a idéia é manter a marca Ponto Frio em todas as regiões em que ela está presente. "Estamos promovendo um estudo para analisar o posicionamento da marca no País, mas sabemos que Ponto Frio tem muita força e a idéia é manter as bandeiras como elas estão", explica Enéas Pestana, vice-presidente financeiro do Grupo Pão de Açúcar.

Com a aquisição, o Pão de Açúcar passa a contar com 1050 lojas do segmento espalhadas por 18 Estados brasileiros e pelo Distrito Federal, com um total de 79 mil funcionários. A chegada do Ponto Frio possibilita, também, a entrada do Grupo em locais onde até então o Pão de Açúcar não atuava, como Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O interesse pelo Ponto Frio nasceu dentro do Grupo desde o ano passado e foi trabalhado de forma mais intensa nas últimas duas semanas. "O Ponto Frio é uma rede com nome consolidado e com uma localização de lojas bastante privilegiada. Por isso que essa negociação tornou-se tão interessante para nós. Tenho certeza que será uma transação totalmente tranquila", declara o presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz.

A aquisição garante ao Pão de Açúcar um faturamento anual médio de R$ 7 bilhões (sendo R$ 2,2 bilhões provenientes das operações de eletroeletrônicos das bandeiras Extra Eletro, Extra.com e Extra Hiper e R$ 4,8 bilhões vindos do faturamento do Ponto Frio).

Em termos de investimentos em comunicação e publicidade, a diretoria afirma que a ordem inicial é manter as coisas como elas vinham sendo realizadas até então e que, após a transação total das operações - que pode levar de oito a doze meses - essas questões poderão ser revistas com um grau de embasamento maior.

Comentários
  • Terça-feira - 09/06/2009 | h01:05 Andressa Gomes Vieira

    É interessante ver que a crise não afetou todos os seguimentos do mercado, agora com esta transação milionária esta constatado que realmente a crise não e tão voraz. Esta é também uma oportunidade para o Grupo Pão de Açucar fortalecer a sua marcar a ganhar boa parte de fatia no mercado de eletroeletrônicos. Acredito que será um negócio de sucesso para o Grupo.


  • Terça-feira - 09/06/2009 | h10:19 Herbert James

    hoho... grandes aquisições no presente... possíveis mudanças no futuro.


  • Terça-feira - 09/06/2009 | h01:05 Fernando Andrade

    Desse jeito a presença do Pão de Açúcar vai ir muito além do segmento de eletrônicos e, diga-se de passagem, também da linha branca com essa aquisição. Posso imaginar o grupo apostando em segmentos mais amplos do varejo, do auto-serviço e marcas próprias. Talvez entrando no segmento das Casas Bahia, bem de leve. A ampliação dos negócios faz parte do Grupo, desde a união do Jumbo com a Eletroradiobras, que tinha um faturamento maior que o do Pão de Açúcar e dobrou o número de lojas. O fato é que essa poderosa logística ainda pode ser melhor aproveitada. E será!




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