Em Pauta - Digital

Pesquisa aponta crescimento do e-commerce nacional

FGV divulga resultados de estudo realizado com 419 empresas de vários setores

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Por Mariana Ditolvo
09 de Maio de 2008 às 18:17

Realizada pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), foi divulgada a 10ª edição da pesquisa sobre comércio eletrônico no mercado brasileiro. Conduzida pelo Prof. Alberto Luiz Albertin, a pesquisa considerou 419 empresas de vários setores e tem por objetivo fornecer subsídios que ajudem no entendimento do atual cenário e suas tendências.

Segundo os dados, o valor movimentado do comércio eletrônico nacional representa hoje cerca de 55% de todo o mercado nas transações negócio-a-negócio (B2B) e pouco mais de 19% do total quando se trata do modelo negócio-consumidor (B2C). De acordo com a Fundação, os resultados apontam para uma forte tendência de crescimento das negociações virtuais levando em conta o tempo de existência deste ambiente, contudo a evolução caminhará de forma mais cautelosa levando em conta a busca de retornos efetivos dos investimentos realizados. Outra importante conclusão da pesquisa foi com relação ao crescimento dos volumes de negócios iniciados através da internet e concluídos no ambiente físico.

Para Alessandro Gil, diretor de marketing da Ikeda, empresa que gerencia plataformas de comércio eletrônico, essa é uma tendência já consolidada em países como Estados Unidos e configura o modelo ideal de negócios. "Mesclar o atendimento entre lojas virtuais e físicas é uma grande arma para as redes varejistas, pois muitas vezes acaba ocasionando vendas de mais itens além dos procurados inicialmente pelos consumidores", diz.

O executivo afirma ainda que, ainda em 2008, muitos players que ainda estavam fora do comércio eletrônico nacional - como o Wal-Mart e redes estabelecidas na região nordeste do País - adotarão o modelo de negócios virtuais e acabarão por acabar com a hegemonia de quem domina o setor, como a B2W, responsável pelos sites Americanas.com e Submarino. "Veremos o segmento crescer muito, principalmente no segundo semestre. A concorrência e o mercado ficarão mais distribuídos, fato que tende a fomentar a movimentação online", acredita Gil.

O estudo realizado pela FGV mostrou ainda que as empresas continuam avaliando como mais importantes os aspectos de relacionamento com clientes, privacidade, segurança e alinhamento estratégico, sempre buscando a utilização do comércio eletrônico nos processos que envolvem troca de informação e transações.



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