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Sarney prega liberdade na rede

Enquanto reforma não se conclui, presidente do Senado defende a não criação de regras para a internet

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10 de Setembro de 2009 às 14:58

Assunto que vem ganhando força com a proximidade das eleições, a reforma eleitoral deve contar com uma definição até o final da tarde desta quinta-feira, 10. Entre os itens do projeto ainda abertos para votação estão a realização de uma nova eleição quando houver casos de cassação a ocupantes de cargos executivos e a polêmica em torno do estabelecimento de regras para o uso da internet em campanhas eleitorais e a cobertura jornalística online durante esse período.

Esse último, por sua vez, vem ganhando força principalmente depois da bem-sucedida campanha presidencial americana que elegeu Barack Obama. E agora, José Sarney (PMDB-AP), presidente do senado, veio engrossar o coro entoado pelos senadores Aloizio Mercadante (PT-SP), Marina Silva (PV-AC), Romero Jucá (PMDB-RR) e Arthur Virgílio (PSDB-AM) de que não é possível controlar o que se publica na web e prega a liberdade total na rede. "A internet é um canal onde as informações são agregadas e acabam se expandindo de maneira que não é possível controlar. Criar normas com o intuito de fiscalizar a rede é criar normas que não terão condições de serem seguidas", disse Sarney. 

Entre os pontos já aprovados na votação de quarta-feira, 09, estão a condição de liberdade total na utilização da internet pelos candidatos, sendo permitido o uso de redes sociais, blogs e outras ferramentas a pleiteantes a qualquer cargo. Aos presidenciáveis será permitida ainda a compra de espaços para publicidade em portais noticiosos.



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